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Milton Nascimento, O cantor das Gerais

Milton Nascimento

Milton Nascimento

Informação geral
Nome completo Milton Nascimento
Apelido Bituca
Nascimento 26 de outubro de 1942 (69 anos)
Origem Rio de Janeiro, RJ // Três Pontas, Minas Gerais
País Brasil
Gêneros MPB, pop, samba-canção, Milton (Dinamarca)
Instrumentos Violão, gaita, acordeão, contrabaixo,piano
Período em atividade 1962 – atualmente
Gravadora(s) EMI, Warner Music Brasil, Polydor Records, Columbia Records, A&M Records
Afiliações Elis Regina
14 Bis
Beto Guedes
Angra
Página oficial www2.uol.com.br/miltonnascimento

Fonte:  pt.wikipedia.org/wiki/

Milton Nascimento (Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1942) é um cantor e compositor brasileiro, reconhecido mundialmente como um dos mais influentes e talentosos cantores e compositores da Música Popular Brasileira.[1]

Mineiro de coração, tornou-se conhecido nacionalmente, quando a canção “Travessia”, composta por ele e Fernando Brant, ocupou a segunda posição no Festival Internacional da Canção, de 1967. Tem como parceiros e músicos que regravaram suas canções, nomes como: Wayne Shorter, Pat Metheny, Peter Gabriel, Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Elis Regina. Em 1998, ganhou o Grammy de Best World Music Album in 1997. Foi nomeado novamente para o Grammy em 1991 e 1995. Milton já se apresentou na América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia e África.

Também conhecido pelo apelido de Bituca, nasceu no Rio de Janeiro, filho de Maria Nascimento, uma empregada doméstica muito humilde, que foi mãe solteira. Tentou criar Milton, o registrou e o levou para a casa dos patrões, mas foi demitida e viu que não poderia criá-lo tamanha miséria a qual vivia. Sofrendo muito, entregou o filho para um casal rico criar. Milton, então, foi adotado. Sua mãe adotiva, Líliam Silva Campos, era professora de música. O pai adotivo, Josino Campos, era dono de uma estação de rádio. Mudou-se para Três Pontas, em Minas Gerais, antes dos dois anos e aos treze anos já cantava em festas e bailes da cidade.

Trajetória profissional

Gravou a primeira canção, Barulho de trem, em 1962. Em Três Pontas, integrava, ao lado de Wagner Tiso, o grupo W’s Boys, que tocava em bailes. Mudou-se para Belo Horizonte para cursar Economia, onde, tocando em bares e clubes noturnos, começou a compor com mais frequência; datam dessa época as composições Novena e Gira Girou (1964), ambas com Márcio Borges.

Clube da Esquina

Na pensão onde foi morar na capital, no Edifício Levy, Milton conheceu os irmãos Borges, Marilton, Lô e Márcio. Dos encontros na esquina das Ruas Divinópolis com Paraisópolis surgiram os acordes e letras de canções como Cravo e Canela, Alunar, Para Lennon e McCartney, Trem azul, Nada será como antes, Estrelas, São Vicente e Cais. Aos meninos fãs do The Beatles e do The Platters vieram juntar-se Tavinho Moura, Flavio Venturini, Beto Guedes, Fernando Brant, Toninho Horta. Em 1972 a EMI gravou o primeiro LP, Clube da esquina,[2] que era duplo e apresentava um grupo de jovens que chamou a atenção pelas composições engajadas, a miscelânea de sons e riqueza poética. O Clube da esquina escreveu um dos mais importantes capítulos da história da MPB. Chamou a atenção dos músicos brasileiros e estrangeiros, dada a sua ousadia artística e criatividade inovadora.

Quando do lançamento, a crítica especializada não teve a capacidade de entender o que estava acontecendo e fez comentários severos a respeito da obra. Pouco tempo depois o disco teve reconhecimento internacional e ganhou o prestígio merecido aqui no Brasil também. O álbum virou disco de cabeceira de músicos no mundo inteiro, tornando-se referência estilística e estética da música contemporânea, e levou Milton Nascimento a ser convidado por Wayne Shorter a gravar um disco com ele, em 1975. O disco chamava-se Native Dancer e serviu para projetar Milton de uma vez por todas no mercado norte-americano.

O cantor Milton Nascimento e o ex-governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, conversam durante lançamento do selo e da moeda comemorativos dos 50 anos de Brasília (Valter Campanato/ABr).

Em 1966 Milton escreveu, em parceria com César Roldão Vieira, as músicas para a peça infantil “Viagem ao Faz de Conta” de Walter Quaglia. EM 1967, segundo o trecho da contracapa do disco Milton e Tamba Trio: Milton Nascimento entrou no estúdio acompanhado pelo ‘Tamba Trio’, no Rio de Janeiro, em 1967, para gravar seu primeiro disco. O encontro de ‘Milton & Tamba’ com os arranjos de Luizinho Eça fazem de ‘Travessia’ um álbum definitivo e eternamente moderno. No mesmo ano, a composição Canção do Sal foi gravada por Elis Regina. A convite do músico Eumir Deodato, gravou um LP nos Estados Unidos (Courage), onde se destacam Catavento e uma versão de Travessia chamada Bridges. Em 1970 realiza temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo com o conjunto Som Imaginário, destacando-se desse período Para Lennon e McCartney (1970, com Fernando Brant, Márcio Borges e Lo Borges) e Clube da Esquina. No disco Sentinela (1980), foi um grande sucesso a composição Canção da América. No ano seguinte, estourou a canção Caçador de Mim (uma composição de Luiz Carlos Sá e Sergio Magrão). Também participou e compôs a trilha sonora de filmes como Os Deuses e Os Mortos (1969, direção de Ruy Guerra), e Fitzcarraldo (1981, direção de Werner Herzog).

Entre outros sucessos, destacam-se Maria, Maria (1978, com Fernando Brant), e a interpretação de Coração de Estudante (Wagner Tiso), que se tornou o hino das Diretas Já (movimento sócio-político de reivindicação por eleições diretas, 1984) e dos funerais de Tancredo Neves (1985). Posteriormente, a Canção da América, que versa sobre a Amizade, foi o tema de fundo dos funerais de Ayrton Senna (1994).

O Grande Circo Místico

Originalmente idealizado para a montagem do ballet teatro do Balé Teatro Guaíra (Curitiba, 1982), o espetáculo O Grande Circo Místico foi lançado em 1983. Milton Nascimento integrou o grupo seleto de intérpretes da MPB que viajaram o país durante dois anos apresentando o projeto, um dos maiores e mais completos espetáculos teatrais já apresentados, para uma plateia de mais de 200 mil pessoas. Milton interpretou a canção Beatriz, composta pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo. O espetáculo conta a história de amor entre um aristocrata e uma acrobata e a saga da família austríaca proprietária do Grande Circo Knie, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século.

Nordeste já

Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou no coro da versão brasileira de We are the world, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste já (1985) abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d’água. Elogiado pela competência das interpretações individuais.

Estilo

O estilo musical de Milton pode ser classificado como Música Popular Brasileira, surgido de um desdobramento do movimento da bossa nova, com fortes influências desta, do jazz, do jazz-rock e de grandes expoentes do rock, como os Beatles, Bob Dylan e com pitadas tanto da música hispano-americana de Mercedes Sosa, Violeta Parra e Victor Jara, quanto dos sons caribenhos de Pablo Milanes e Silvio Rodrigues. Ao mesmo tempo, o estilo de Milton Nascimento não deixa de beber nas fontes regionais brasileiras, nos cantos folclóricos de Minas Gerais e de outros estados.

O estilo foi inaugurado com a inesquecível interpretação da canção Arrastão (Edu Lobo / Vinícius de Moraes), pela novata Elis Regina, na estreia do I Festival de Música Popular Brasileira. Até agora,Milton Nascimento já gravou trinta e quatro álbuns. Cantou com dúzias de outros artistas, incluindo Angra, Maria Bethânia, Elis Regina, Gal Costa, Jorge Ben Jor, Caetano Veloso, Simone, Chico Buarque, Clementina de Jesus, Gilberto Gil, Beto Guedes, Paul Simon, Peter Gabriel (com quem co-escreveu a música Breath after Breath do Duran Duran), Herbie Hancock, Quincy Jones e Jon Anderson. Elegeu Elis Regina como a grande musa inspiradora para quem compôs inúmeras canções. A filha de Elis, Maria Rita, teve sua carreira catapultada pelo padrinho Milton Nascimento com a participação no álbum Pietá, cantando as faixas Voa Bicho, Vozes do Vento e Tristesse.

Cquote1.svg Sou fascinado pela minha família, acho que eu não poderia ter tido mais amor, educação e liberdade em nenhuma outra família no mundo. Eles moldaram a minha vida. Meu primeiro instrumento foi uma harmônica dada pela minha avó. Ela me deu um acordeão, e foi aí que minha vida musical começou Cquote2.svg

Milton Nascimento

Em 2010 Milton Nascimento foi o homenageado do Festival Internacional de Corais (FIC) de Belo Horizonte. No encerramento do festival Milton esteve presente e recebeu uma homenagem de mais de mil vozes que cantaram uma composição de Fernando Brant e Leonardo Cunha “A Voz Coral” feita especialmente para o homenageado.

Discografia

22º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga

De 17 a 30 de julho em Juiz de Fora

Começa evento com 30 concertos gratuitos, oficinas,

palestras, master class e a presença de nomes reconhecidos

da música nacional e internacional

Todas as informações sobre o Festival, inclusive releases e fotos, estão disponíveis no site www.promusica.org.br

O 22º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, realizado pelo Centro Cultural Pró-Música, começa neste domingo, dia 17, e segue até 30 de julho, com mais de 30 concertos gratuitos em Juiz de Fora e oficinas de música das quais devem participar cerca de 700 alunos vindos de todas as partes do Brasil. A abertura dos concertos públicos será com o mundialmente respeitado Duo Assad, formado pelos irmãos Sérgio e Odair. O duo brasileiro se apresenta às 20h30, no Cine-Theatro Central. Na programação da noite, interpretação de composições do próprio Sérgio Assad, além de I. Albeniz, J. Rodrigo, A. Piazzolla, E. Nazareth, Antônio Carlos Jobim e E. Gismonti. Sérgio e Odair são referência para os violonistas, por terem criado um padrão de inovação para o violão com genialidade e expressão. Os Assad influenciaram vastamente a criação e introdução de novas músicas para dois violões. Sérgio vive nos Estados Unidos e Odair, na Bélgica, onde dedicam-se ao ensino da música.

Durante o Festival, o Cine-Theatro Central terá ainda outros seis concertos, sempre às 20h30. Um deles é muito esperado pelo público, que aguarda o espetáculo ímpar com instrumentos de época, que anualmente acontece na segunda noite do evento. É o recital da Orquestra Barroca do Festival, sob a regência de Luís Otávio Santos, que sobe ao palco no dia 18. A orquestra é formada por músicos de consolidada carreira internacional, que se unem com a missão de interpretar, de maneira original e, muitas vezes inédita, uma importante obra a cada ano. No concerto desta edição, o grupo vai executar composições do francês Jean-Philippe Rameau (1683-1764) e do italiano Francesco Geminiani (1687-1762).

Outros concertos serão realizados no Cine-Theatro Central: no dia 19, o Quarteto de Cordas Camargo Guarnieri e Piano, de São Paulo; no dia 20, o Quinteto Villa-Lobos, do Rio de Janeiro. No dia 23, será realizado o concerto da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, regida por Marcos Arakaki; e, no dia 24, aapresentação de Violino, Trompete e Orquestra Pró-Música, com solos de Daniel Guedes, no violino, Ronnie Ingle, no trompete, e regência do maestro Nelson Nilo Hack. No dia 30, o encerramento do Festival, no Cine-Theatro Central, terá a Orquestra Ouro Preto, sob a regência de Rodrigo Toffalo. O público vai se surpreender com a interpretação de 12 composições dos Beatles.

Além do Central, teatros, igrejas e ruas serão locais de apresentações noturnas e vespertinas durante duas semanas. Na programação vespertina, de segunda a sexta-feira, destacam-se os eventos programados para o palco montado especialmente para o Festival, no Calçadão da Rua Halfeld, às 17h30. No mesmo lugar, aos sábados, as apresentações serão às 11h30.

Nas igrejas, o destaque vai para a apresentação do grupo francês Doulce Mémoire, prevista para o dia 27 de julho, às 20h30, na Igreja do Rosário, no Bairro Granbery. Outros grandes momentos desta edição são os concertos temáticos. Entre eles, a execução de “A Arte da Fuga”, de J.S. Bach, no dia 21, na Igreja do Rosário, pelos cravistas Marcelo Fagerlande e Ana Cecília Tavares. Ainda nesta área temática, o público é convidado a assistir a execução integral de “Pièces de clavencin en concert”, de J.P. Rameau, pelo trio formado por Luis Otávio Santos (violinista barroco), Sérgio Álvares (gambista) e Bruno Procópio (cravista), no dia 25, na Igreja de São Sebastião, no Centro.

O grupo mineiro Uakti também apresenta-se nesta edição. Ele se apresenta no dia 22, na Igreja do Rosário, também às 20h30. Com um trabalho singular, ligado à música instrumental e à pesquisa de novas sonoridades, o Uakti faz uma apresentação imperdível em Juiz de Fora. O grupo utiliza extensa série de instrumentos artesanais confeccionados por seu diretor musical Marco Antônio Guimarães, a partir de materiais pouco convencionais, como vidros, tubos de PVC, borrachas, madeiras, cabaças e rodas de bicicletas. Em 32 anos de atuação, o Uakti tem percorrido uma trajetória de grande reconhecimento nacional e internacional, em especial pela música criada a partir deste instrumentos acústicos originais.

Bate-papos, master class e palestras

O Festival vai promover ainda bate-papos sobre os recitais, todas as noites, às 19h30. Antes das apresentações, o professor Rodolfo Valverde fará comentários sobre as atrações e os programas. Em cerca de 20 minutos, serão abordadas explicações e dicas sobre o programa que será executado e sobre o grupo/artista que estará se apresentando.

Também o conteúdo teórico desta e                                                  dição foi ampliado, com a realização de masterclass internacional e palestras, que vão acontecer no Colégio dos Jesuítas, mesmo local onde serão realizadas as oficinas de música para os alunos previamente inscritos.

O Master Class Internacional de Música Antiga será com o Doulce Mémoire, da França. No dia 28 de julho, das 10h às 12h e de 14h às 17h, o grupo ministra masterclass de flauta doce, luth et guitarre Renascentista e canto Renascentista. Entre as palestras, o professor Rodolfo Valverde vai falar sobre A Ópera: do nascimento aristocrático ao estilo veneziano, no dia 20h, às 10h; A Ópera Barroca Italiana: a Ópera Séria e a Era dos Castrati, no dia 21, às 10h; e ainda, no dia 22, no mesmo horário, o tema será A Ópera Barroca Francesa: a Tragédie – Lyrique e a Opera Ballet. O professor Luís Otávio Santos fala sobre Retória e Música: o artesanato musical do Barroco, no dia 25, às 11h; o professor Homero Magalhães Filho faz palestra no dia 26, também às 11h, com o tema As articulações para instrumentos de sopro preconizadas por Francesco Rognoni (1620) e, finalmente, o professor Paulo Bosísio apresenta o tema O violinismo no Brasil na segunda metade do século XIX, no dia 27 de julho, às 11h.

O 22° Festival é uma realização do Centro Cultural Pró-Música e tem o patrocínio de Petrobras, UFJF, ArcelorMittal, Cemig e Prefeitura de Juiz de Fora. O evento também conta com o apoio de Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Funalfa, Institut Français – Consulado Francês, Tribuna de Minas, Colégio dos Jesuítas, TV Panorama e Quilombo Comunicação. Acompanhe o Festival e todas as atividades do Pró-Música no Twitter – @promusicajf

Assessoria Pró-Música (32) 3216-4787

Lilian Pace (32) 9112-5581

Fabiola Costa (32) 9982-2422

Fabiana Furtado (32)8831-8616

Confira a programação do Festival:

Concertos

Dia 18 Orquestra Barroca do Festival -com instrumentos de época (MG)
Regente: Luis Otávio Santos
20h30
Cine-Theatro Central
Dia 19 Quarteto de Cordas Camargo Guarnieri e Piano (SP)
Pianista convidado: Paulo Henrique Almeida
20h30
Cine-Theatro Central
Dia 20 Quinteto Villa-Lobos (RJ)
20h30
Cine-Theatro Central
Dia 21 “A Arte da Fuga”, de J. S. Bach
Cravistas: Marcelo Fagerlande (RJ) e Ana Cecília Tavares (DF)
20h30
Igreja do Rosário
Dia 22 Grupo Uakti (MG)
20h30
Igreja do Rosário
Dia 23 Orquestra Filarmônica de Minas Gerais (MG)
Regente: Marcos Arakaki
20h30
Cine-Theatro Central
Dia 24 Violino, Trompete e Orquestra Pró-Música (MG)
Violinista: Daniel Guedes (RJ)
Trompetista: Ronnie Ingle (EUA)
Regente: Nelson Nilo Hack
20h30
Cine-Theatro Central
Dia 25 J.P. Rameau – “Pièces de clavecin en concert” – Integral
Violinista Barroco: Luís Otávio Santos (BR/SP)
Gambista: Sérgio Álvares (BR/SP)
Cravista: Bruno Procópio (BR/França)
20h30
Igreja de São Sebastião
Dia 26 Músicos de Capella (MG)
20h30
Igreja do Rosário
Dia 27 Doulce Mémoire (França)
Direção: Denis Raisin Dadre
20h30
Igreja do Rosário
Dia 28 Madrigal do Festival (MG)
Direção: Homero Magalhães Filho
20h30
Igreja de São Sebastião
Dia 29 Orquestras do Festival (MG)
Regentes: Ângela Pinto Coelho e Sérgio Dias
20h30
Teatro Pró-Música
Dia 30 Orquestra Ouro Preto (MG)
Regente: Rodrigo Toffolo
20h30
Cine-Theatro Central

Programação no Calçadão da Halfeld:

Dia 18 TRIUNVIRATO POWER TRIO
Músicos da Orquestra de Jazz Pró-Música
Sylvio Gomes (piano), Claudimar Maia (contrabaixo) e Pedro Crivellari(bateria)
Dia 19 GRUPO DE CHORO “BOLA NA TRAVE”
Cazé (bandolim), Fernando César (violão de sete cordas), Fabrício Nogueira (cavaquinho), Márcio Gomes (ritmo) e Caetano (clarinete e sax)
Dia 20 CAMERATA JOVEM PRÓ-MÚSICA
Regente: Guilherme Oliveira
Dia 21 BANDA DO 10º BATALHÃO DE INFANTARIA MOTORIZADA
Regente: Tenente Ademir da Cunha
Dia 22 Orquestra Escola Pró-Música
Regente: Maria Cristina Santos Ferrarezi

CORAL PRÓ-MÚSICA
Regente: Guilherme Oliveira

Dia 23 11h – ORQUESTRA DE JAZZ PRÓ-MÚSICA
Regente: Sylvio Gomes
Dia 25 TUKA`S BAND
Dia 26 GRUPO DE DANÇA “TABLADO ÁRABE”
Direção: Cíntia Prado

GISA STENNER E BANDA

Dia 27 GAITAS e VIOLÃO
Luciano Baptista e Hamilton Moraes

19h30 – CORAL MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA
Regente: Domício Procópio

CORAL CESAMA
Regente: Carlos Alberto Romanelli

Dia 28 BANDA MAZIC
Coordenada pela professora Maria Alzira Coimbra Alves
Dia 29 DUO MANDALA JAZZ
Walker Souza e Alexandre Cortez

19h – BANDA CAVALO DE TRÓIA
Alex Fabiany, Walker Souza e Pedro Vieira

Dia 30 11 h – QUATRO NO TRIO
Rafael Gonçalves, Adalberto Silva e Gladston Vieira

12h – BANDA DE ALUNOS DO FESTIVAL
Regente: Erivaldo Fraga

UFJF incorpora Pró-Música em solenidade, dia 9, no MAMM

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), através da Pró-reitoria de Cultura (ProCult), realiza a incorporação do Centro Cultural Pró-Música, em solenidade que acontece na próxima quinta-feira, 9 de junho, às 10h30, no Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM). O reitor Henrique Duque de Miranda Chaves Filho assina o termo oficial, que coroa de êxito negociações que remontam a 4 de setembro de 2008, data em que os dirigentes da entidade, Maria Isabel e Hermínio de Sousa Santos, solicitaram à Universidade uma análise sobre o assunto. Com o ato, o Pró-Música passa a ser Órgão Suplementar da Reitoria, com uma minuta de Regimento que procura disciplinar a missão e os objetivos do órgão, garantindo sua consonância com os interesses e a perspectiva histórica das duas instituições.

Segundo o reitor Henrique Duque, “ao longo de sua existência, UFJF e Centro Cultural Pró-Música construíram diversas parcerias e, agora que a Universidade acabou de completar 50 anos, resolveram investir na mais audaciosa parceria jamais sonhada pelas duas. Resolveram se unir, de maneira cabal e definitiva, em prol da cultura e da arte”.  E complementa: “A partir da doação de todo o patrimônio do Centro Cultural Pró-Música para o patrimônio da UFJF, aprovado pelo Egrégio Conselho Superior em 30 de março de 2011, nasce uma nova realidade para a música erudita, para os diversos campos de atuação cultural”.

O pró-reitor de Cultura da UFJF, José Alberto Pinho Neves, avalia que a incorporação confirma a credibilidade da UFJF que, de modo diferenciado, nos últimos anos, resgatou a importância da cultura como instrumento de inserção acadêmica, pesquisa e extensão. “O comprometimento do reitor Henrique Duque com este processo cultural levou-o a criar uma Pró-reitoria de Cultura, que vem atuando tal como o galo cantador do poema “Tecendo a manhã” de João Cabral de Melo Neto, que eclode seu canto harmonizado a outros cantos, tecendo o amanhã cultural da terra de Murilo Mendes. Esta incorporação, união de valores e sucesso consolidados, constitui-se num diálogo constante entre a UFJF e a sociedade pela voz da cultura”, ressalta.

Presidente do Centro Cultural Pró-Música desde a sua fundação, em 1971, Maria Isabel de Sousa Santos declara que se trata de um ganho que vai além das duas instituições envolvidas. “Com o atendimento da UFJF à proposta de incorporação do Pró-Música, através da doação de seu patrimônio material e imaterial, tenho a convicção que não só as atividades desenvolvidas pela nossa instituição manterão o nível de qualidade praticado nestes 40 anos de existência: Mais do que isto, enxergo o natural e inevitável crescimento dos trabalhos aqui desenvolvidos. Portanto, ganha o Pró-Música, ganha a UFJF e, o mais importante, ganha a cidade de Juiz de Fora e a região”.

Vocações em sinergia

É importante observar que, em trecho do parecer final do Conselho Superior da UFJF, a conselheira relatora Diva Chaves Sarmento assinala que os estudos realizados pelas Comissões designadas para analisar a proposta de incorporação permitem perceber a sinergia entre os propósitos das duas instituições no que concerne à promoção e à divulgação da cultura da região. “A criação do Instituto de Artes e Design, na UFJF, compreendendo, entre outros, o curso de música, assinala interesses comuns. Entende-se que o acervo e a experiência acumulada pelo Pró-Música podem ampliar os campos de ação da Universidade nas áreas da pesquisa, do ensino e da extensão”, argumenta.

Ministro da Educação no Governo Itamar Franco, Murílio de Avellar Hingel analisa esse importante passo da incorporação com o entusiasmo de quem assistiu à criação do Centro Cultural Pró-Música, sonhada pelo casal Maria Isabel e Hermínio de Sousa Santos, com o apoio de outros idealistas. “Quarenta anos após a aventura cultural, social e educativa, alcança sua maturidade com trabalhos arrojados, como o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, situando Juiz de Fora, Minas e Brasil no centro de grandes realizações. Esse momento especial contribuirá para a continuidade das ações, assegurando à UFJF decisiva aproximação com a sociedade, cumprindo sua finalidade no campo da extensão”.

Prefeito de Ouro Preto e membro da Academia Mineira de Letras, Ângelo Oswaldo, que também foi crítico de arte e secretário de Cultura durante o governo Itamar Franco em Minas Gerais, prevê que, ao ser incorporado à UFJF, o Pró-Música consagra o que era vocação e destino, uma prática superior e uma meta incontornável. “A UFJF conta com o esplêndido Museu de Arte Murilo Mendes, cuja ampliação e dinamização tive o prazer de conferir e saudar, em momento polêmico. Mais um avanço extraordinário se registra nessa incorporação. Vibram todos os que acreditam, como creio plenamente, que só há educação, de fato, em quadro cultural como o que se demarca na Universidade de Juiz de Fora”.

Um avanço esperado

Chefe de Gabinete do ministro Murílio Hingel, entre os anos 1992 e 1994, Carlos Xavier lembra que o primeiro contato direto com a produção do Pró-Música se deu através do CD com a gravação da Orquestra e do Coral do III Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, que trouxe o Credo e a Missa em Mi Bemol Maior de José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita. Segundo ele, o resultado de toda essa contribuição ao desenvolvimento cultural do país é justamente o acolhimento do Pró-Música pela Universidade. “Uma consequência natural, como foi a criação do Centro de Estudos Murilo Mendes, hoje Museu de Arte Murilo Mendes. É a garantia da conservação do imenso acervo já conquistado e da continuação do trabalho de educação musical que resulta da atuação do Pró-Música”, analisa.

O jornalista Wilson Cid ressalta “a grande importância de se transferir à UFJF o patrimônio e o prestígio que o Pró-Música capitalizou ao longo de sua existência e atividade ininterrupta. “Em primeiro lugar, porque fica patente o reconhecimento da instituição federal a um empreendimento cultural, cuja importância não tem similar na história da cidade”. Segundo ele, trata-se de uma grande herança, em razão da qual são devidos os cumprimentos ao reitor Henrique Duque, que preside a tão importante transição. Outro ponto que o jornalista acha pertinente abordar está relacionado a seu sincero desejo de que a UFJF confira ao Pró-Música “a mesma dedicação e o mesmo amor à causa que marcaram a vida de seus fundadores”.

Com a poesia que lhe é peculiar, o pintor Carlos Bracher atenta para este momento histórico como de grandes benefícios culturais e um exemplo de desprendimento. “Talvez terei assistido, em vida, dos mais comoventes momentos de generosidade, quando o Pró-Música, exemplo inconteste de uma vasta obra humana e musical, seja agora, após quatro décadas de diuturna entrega, ofertado pronta e dadivosamente à Universidade Federal de Juiz de Fora”. E completa: “Na verdade, este não é o significado maior que a arte nos propõe?”.

Momento histórico

A Universidade e o Pró-Música vivem um momento histórico, que se estende em importância à comunidade, ultrapassando fronteiras, o que já vem sendo feito através de promoções como o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, que chega à sua 22ª edição no próximo mês de julho, com a UFJF como patrocinadora.

Representando a direção do Pró-Música, Júlio César de Souza Santos lembra que, em 1971, seus pais e um grupo de colaboradores sob a liderança do pianista Arnaldo Estrella começaram a realizar um concerto mensal  de música erudita na cidade. Daí surgiu o Centro Cultural Pró-Música, associação de utilidade pública municipal, estadual e federal. “Deste sonho realizado nasceu o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga e o Projeto Ação Social Através da Música”, conta, lembrando ainda as séries mensais Clássicos Pró-Música, Terças Musicais e Música nas Igrejas, além das exposições em sua Galeria Renato de Almeida.

Souza Santos relaciona ainda que a Escola de Artes Pró-Música, que concede bolsas de estudo com empréstimo de instrumentos, é outra ação permanente. Nos cursos livres formam-se continuamente valores para destacadas orquestras do país ou para os próprios grupos da associação. Paralelamente, a entidade mantém, além da Orquestra Barroca, Sinfônica, de Câmara, Escola, Pré-Escola, de Jazz, e o Quarteto Spalla Pró-Música, além de Coral, Camerata Jovem e Músicos de Capela. Com os parceiros da iniciativa privada, começaram os eventos de abrangência nacional e internacional, surgindo os consagrados concursos nacionais de piano e de cordas, o Pró-Jazz Festival e o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga.

Serviço

Solenidade: Assinatura do termo de incorporação do Centro Cultural Pró-Música pela UFJF

Data: 9 de junho, às 10h30

Local: Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM)

Endereço: Rua Benjamin Constant, 790, Centro, Juiz de Fora, MG

Contatos: (32) 3229-9070 (MAMM) e (32) 2102-3964 (ProCult)

Histórico Pró-Música

No início dos anos 1970, mais precisamente em 1971, o casal Maria Isabel e Hermínio de Sousa Santos e um grupo de colaboradores liderados pelo pianista Arnaldo Estrella começaram a tornar realidade o sonho de dar à cidade de Juiz de Fora (MG) um concerto mensal  de música erudita. Do sonho do recital mensal surgiu o Centro Cultural Pró-Música, uma associação sem finalidade lucrativa, de utilidade pública municipal, estadual e federal. Deste sonho realizado nasceu o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga e o Projeto Ação Social Através da Música.

Conhecido no Brasil e no exterior por promover o Festival e pelo trabalho de formação de músicos de orquestra, o Centro Cultural Pró-Música é um dos raros exemplos de trabalho contínuo em prol da cultura sem ligação direta com o poder público. São quatro décadas – que se completam no final deste ano – de atividades ininterruptas na formação de músicos e de público além da abertura de mercado para músicos eruditos. Além de realizar o Festival que projetou a cidade de Juiz de Fora – Minas Gerais – no cenário cultural para o Brasil e o para o mundo, o Pró-Música permanece em contínua atividade 12 meses por ano. O centro promove as séries mensais Clássicos Pró-Música, Terças Musicais e Música nas Igrejas, além de exposições em sua Galeria Renato de Almeida -  principal espaço para mostra de artes plástica em Juiz de Fora nas  décadas de 70 e 80.

A Escola de Artes Pró-Música, onde funciona seu projeto de bolsas de estudo com empréstimo de instrumentos, é outra destas ações permanentes. Em seus cursos livres e através do acesso dos alunos a professores de referência formam-se continuamente novos valores para algumas das mais destacadas orquestras no cenário da música de concerto do país ou para os próprios grupos da associação.

Paralelamente à consolidação da escola de artes, a entidade trabalhou para criar e manter grupos próprios. Hoje são dez formações estáveis, entre orquestras e conjuntos de câmara. Além da internacionalmente conhecida Orquestra Barroca, são mantidos pelo centro cultural as orquestras Sinfônica, de Câmara, Escola, Pré-Escola, de Jazz, e o Quarteto Spalla Pró-Música, além de Coral, Camerata Jovem e Músicos de Capela.

Com a participação de parceiros da iniciativa privada, o centro cultural passou também a investir em eventos de abrangência nacional e internacional. Assim surgiram os consagrados concursos nacionais de piano e de cordas, o Pró-Jazz Festival e o próprio Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga.

Desde a fundação, a direção do Pró-Música estava atenta a um movimento ainda nascente no Brasil, o da música antiga. O primeiro rebento foi o conjunto Pro Musica Antiqua, criado em 1978. A partir daí, a instituição investiu na aquisição de instrumentos apropriados – até mandou construir violinos barrocos, já que não havia exemplares no país – e na formação de novos grupos voltados para o repertório.

A criação do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga – com a primeira edição aberta em 8 de julho de 1990 -  veio como conseqüência natural desta patente vocação do centro cultural para a música antiga. Em 22 anos, que completa em 2011, o evento cristalizou estes objetivos e os ampliou tornando o trabalho realizado em Juiz de Fora referência nacional e mundial no ensino e interpretação da música colonial e antiga.

Nesta história de muitas dificuldades, leais parcerias e inúmeros resultados culturais para o país, o Centro Cultural recebeu o reconhecimento de público e crítica, mas também a confirmação do sucesso desta trajetória através de prêmios de importância nacional e internacional. Em 1994, foi agraciado com a Insígnia da Inconfidência, concedida pelo Governo do Estado de Minas Gerais. Em 2000, o Festival recebeu o prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade do Ministério da Cultura, através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na categoria preservação de bens móveis e imóveis. A distinção, de caráter nacional, é oferecida anualmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN a ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro que, em razão da sua originalidade, vulto ou caráter exemplar, façam-se dignas de registro, divulgação e reconhecimento.

Em 2002, o Pró-Música recebeu a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura por sua contribuição na divulgação mundial da cultura brasileira. A insígnia concedida pela Casa Civil da Presidência da República e pelo Ministério da Cultura é o maior prêmio que uma instituição dedicada à cultura no Brasil pode alcançar. De todas as ordens existentes em Portugal e no Brasil, esta é a única destinada especificamente a honrar e estimular a cultura, o que a torna ainda mais representativa para uma associação, sem fins lucrativos, que mantém um trabalho constante nas áreas cultural, artística, educacional e social e que, através dos Festivais de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, conseguiu projetar a cultura brasileira no exterior. Já em 2007, o agraciado foi o violinista barroco e diretor artístico do Festival, Luís Otávio Santos, pelo reconhecido trabalho de divulgação da cultura brasileira no exterior. O Mérito Comendador Henrique Guilherme Fernando Halfeld, foi concedido pela Prefeitura de Juiz de Fora em 2006.

Foi assim que, com a participação de inúmeros colaboradores e admiradores, a proposta inicial de compromisso para a realização de um concerto por mês se transformou em um verdadeiro complexo de atividades culturais com espaço próprio- um teatro com capacidade para 500 pessoas- e cerca de 3.800 eventos realizados. Uma verdadeira obra de idealismo e persistência construída com o objetivo de conquistar um avanço na capacidade de produzir cultura em nosso País.

Julio Cesar de Souza Santos

Pela continuação da cultura

A história pesquisada com justiça e isenta de qualquer parcialidade é elemento que deve ser respeitado. Hoje o Centro Cultural Pró-Música fecha um ciclo de constantes e ininterruptos trabalhos na área da cultura e da educação, na formação de público e de músicos com importantes benefícios sociais para a cidade de Juiz de Fora. Aqui, a instituição conquistou o respeito, a admiração e o apoio de centenas de milhares de cidadãos juiz-foranos.

O Pró-Música chega aos seus 40 anos como fruto do propósito e do idealismo da família Sousa Santos. Sonho transformado em luta, em um doar-se consciente que produziu resultados hoje marcantes na vida cultural da cidade. A partir da força da juventude de seus idealizadores, da crença no poder da arte, foi edificada, durante quatro décadas, esta organização civil sem fins lucrativos com atuação verdadeiramente pública.

Assim é que, conscientes do dever cumprido e desejosos de que o Pró-Música possa continuar a existir, os diretores procuraram a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), na pessoa do Magnífico Reitor Henrique Duque de Miranda Chaves Filho, propondo que a instituição – de poder universal – encampasse o trabalho até aqui realizado, mantendo-o e – esta é nossa convicção – tornando-o ainda maior.

Para isto, foi proposta a doação, sem nenhum ônus financeiro para a UFJF, de todo o patrimônio material – prédio do Teatro Pró-Música, os demais bens existentes – e o legado de sua marca e de suas realizações. A proposta foi acolhida de imediato pelo reitor – homem visionário e de grande espírito empreendedor –, trabalhada nos últimos anos em conjunto pela direção do Pró-Música e pela Pró-Reitoria de Cultura, através do pró-reitor José Alberto Pinho Neves, e, agora, aprovada pelo Conselho Superior da UFJF.

Aqui se encerra este primeiro ciclo de nossos trabalhos.

Assinam esta página histórica para a comunidade seus diretores.

Maria Isabel de Sousa Santos, Presidente

Júlio César de Sousa Santos, Vice-presidente

Hermínio de Sousa Santos, Secretário-geral

Música: o enlevo da alma

A Universidade Federal de Juiz de Fora ainda desfrutava da sua juventude institucional quando foi criado em Juiz de Fora o Centro Cultural Pró-Música, que veio a nos ensinar algumas lições. Primeira lição: que a música erudita pode e deve ser difundida para todos; que a música antiga não tem fronteiras, independe de classe, crença, ou de qualquer outro fator discriminatório, bastando apenas que seja apresentada a todos.

Segunda lição: antes mesmo dos movimentos sociais, das ONGs, da conscientização da sociedade civil, brasileiros em Juiz de Fora se uniram com um objetivo comum e, valente e abnegadamente, construíram um patrimônio que ultrapassou fronteiras. Um patrimônio cultural de grande relevo e importância, projetando a cidade de Juiz de Fora para o Brasil e para o Mundo.

Terceira lição: esses mesmos abnegados combatentes pela cultura atacaram em diversas frentes, levando cultura e disponibilizando a arte em suas mais diversas manifestações para todos os públicos e para todas as gentes.

Ao longo de sua existência, UFJF e Centro Cultural Pró-Música construíram diversas parcerias e, agora que a Universidade acabou de completar 50 anos, resolveram investir na mais audaciosa parceria jamais sonhada pelas duas. Resolveram se unir, de maneira cabal e definitiva, em prol da cultura e da arte. A Universidade, agora com seu curso de música, com um bacharelado interdisciplinar de artes voltado para as mais diversas manifestações do espírito humano, com diversas formas de atuar no palco cultural da cidade de Juiz de Fora, seja no Cine-Theatro Central, seja no Museu de Arte Murilo Mendes e em diversos outros projetos permanentes ou temporários, e o Pró-Música, com suas atividades de extensão musical, com seu coral, orquestra, conjuntos de câmara, e festival dedicado à mantença da música colonial brasileira, e tantas outras ações culturais nos mais diversos campos, são, agora, uma única e sólida Instituição.

A partir da doação de todo o patrimônio do Centro Cultural Pró-Música para o patrimônio da UFJF, aprovado pelo Egrégio Conselho Superior em 30 de março de 2011, nasce uma nova realidade para a música erudita, para os diversos campos de atuação cultural.

Sabemos, como bem disse Guimarães Rosa, que “o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”. Nós, Universidade Federal de Juiz de Fora e Pró-Música, a partir de agora, construiremos juntos o nosso caminhar, faremos travessias por entre as veredas dessas “minas dos matos gerais”, continuando a levantar a bandeira da cultura, do enlevo do espírito. O real se fará, portanto, nesse caminhar entre as veredas, não mais sozinhos ou em parceria, mas formando um único e mesmo caminho.

E assim continuaremos espalhando luz, levando conhecimento, não mais na aridez da ciência, mas com os acordes musicais que embalam a alma.

Henrique Duque de Miranda Chaves Filho, Reitor da UFJF

Quatro décadas de cultura

No início dos anos 1970, mais precisamente em 1971, o casal Maria Isabel e Hermínio de Sousa Santos começou a tornar realidade o sonho de dar à cidade de Juiz de Fora (MG) um concerto mensal gratuito de música clássica. Quarenta anos depois, é fácil perceber que os dois mineiros nunca pararam de sonhar e tornaram a cidade referência no país e no mundo quando o assunto é música de concerto, especialmente música colonial e antiga, e formação de músicos e de plateias. Do sonho do recital mensal surgiu o Centro Cultural Pró-música e, deste sonho realizado, nasceu o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga.

O prestígio de Maria Isabel e Hermínio no cenário da música de concerto sempre se evidenciou com abrangência. Em 1975, o conceito de que desfrutavam era invejável, como comprova a declaração de Nelson Freire, um dos maiores pianistas do mundo: “Tenho a mais profunda admiração pelo maravilhoso trabalho feito pelo Centro Cultural Pró-Música em prol da música. Que outros sigam este exemplo!”

Concretizada e consolidada a primeira etapa, a direção do Centro Cultural Pró-Música resolveu galgar outros degraus: a formação de músicos. Quando contratou o jovem Homero de Magalhães Filho para ministrar seu primeiro curso – flauta doce -, os diretores nem podiam imaginar que plantavam a semente da Escola de Artes Pró-Música, celeiro de novos talentos, que, nos anos 2000, teria quase dois mil alunos, sendo que 300 dos quais bolsistas do projeto “Ação social através da música”, que impulsiona a formação de novos valores que ocupam o espaço em destacadas orquestras nacionais ou nos próprios grupos estáveis da instituição.

Desde sua fundação, a realização de concertos mensais gratuitos que integram o programa de formação de plateias muito contribuiu para consolidar no imaginário coletivo da terra de Murilo Mendes a presença da instituição.

Sem ligação direta com as esferas governamentais, sempre buscando parceiros de credibilidade na iniciativa pública e privada, o Centro Cultural Pró-Música funciona como verdadeiro centro de produção de cultura com realizações aplaudidas e premiadas. O prestígio é marca da instituição, contemplada por duas vezes com a Ordem do Mérito Cultural, reconhecimento da Presidência da República a contribuições para a divulgação da cultura brasileira no país e no exterior.

O percurso da união

Em carta-ofício ao Magnífico Reitor Henrique Duque de Miranda Chaves Filho, em 4 de setembro de 2008, os dirigentes do Centro Cultural Pró-música solicitaram um estudo sobre a possibilidade de a instituição ser incorporada pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Por Portaria nº 88 de 5 de fevereiro de 2009, o Magnífico Reitor constituiu Comissão formada por representantes da UFJF, do Pró-música e do Ministério da Educação para promover estudo de incorporação pela UFJF do Centro Cultural Pró-música. Em cumprimento à portaria, em 14 de junho de 2009, a Comissão sugeriu ao Magnífico Reitor a Minuta do Protocolo de Intenções a ser firmado entre as partes envolvidas, compatível com o Estatuto do Centro Cultural Pró-música e com o Estatuto e Regimento Geral da UFJF. Atendendo à sugestão da Pró-reitoria de Cultura, o Magnífico Reitor nomeou, pela Portaria nº 739, de 20 de agosto de 2010, nova Comissão, composta por representantes das partes envolvidas, da Fundação Museu Mariano Procópio (MAPRO), da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão (FADEPE-JF), para efetuar verificação do melhor modelo de incorporação, analisar ativos e passivos do Pró-Música; promover o levantamento do seu patrimônio; apresentar sugestão de proposta jurídico-cultural; bem como minuta do Regimento e Plano Diretor a serem aprovados pelo Conselho Superior da UFJF. Em 17 de setembro de 2010, a Comissão encaminhou ao Magnífico Reitor o estudo detalhado do seu objetivo para análise e providências cabíveis. Dando continuidade ao processo, a Secretaria-Geral da UFJF solicitou relato e parecer à Conselheira Profa. Dra. Diva Chaves Sarmento que, submetidos à apreciação do Conselho Superior da UFJF, lograram aprovação em 30 de março de 2011.

Parecer Da Profa. Dra. Diva Chaves Sarmento, Conselheira-Relatora Do Processo De Incorporação Do Centro Cultural Pró-Música À Ufjf.

O Centro Cultural Pró-Música, fundado no ano de 1971, constituiu-se como sociedade civil sem finalidade lucrativa registrada sob o no. 318 às folhas 140 a 140 verso do Livro A-1 do Registro Civil das Pessoas Jurídicas de Juiz de Fora. A Associação foi reconhecida de Utilidade Pública em âmbito Federal pelo Decreto no. 86.238/81, em âmbito Estadual pela Lei no. 6.017/72 e em âmbito Municipal pela Lei no. 4.000/72. O Centro Cultural Pró-Música, desde sua criação, tem atuado de forma determinada na difusão da música, principalmente a música antiga e erudita e formação musical de novas gerações. Os estudos realizados pelas Comissões designadas para analisar a proposta de incorporação do Pró-Música à UFJF permitem perceber a sinergia entre os propósitos das duas instituições no que concerne à promoção e divulgação da cultura da região. A criação do Instituto de Artes e Design, na UFJF, compreendendo, entre outros, o curso de música, assinala interesses comuns. Entende-se que o acervo e a experiência acumulada pelo Pró-Música pode ampliar os campos de ação da Universidade nas áreas da pesquisa, do ensino e da extensão. [...] A proposta é incorporar o Pró-Música como Órgão Suplementar da Reitoria, e a Minuta de Regimento procura disciplinar a missão e os objetivos do órgão garantindo que estejam em consonância com os interesses e a perspectiva histórica das duas instituições.

Pelo exposto e nos termos em que se define a proposta, sou favorável a que o Conselho Superior da UFJF manifeste-se pela solicitada incorporação. SMJ.

Diva Chaves Sarmento, Conselheira-relatora

Assessoria Pró-Música (32) 3216-4787

Lilian Pace (32) 9112-5581

Fabiola Costa (32) 9982-2422

22º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga

Inscrições abertas para evento que tem o maior departamento de música antiga do país; promoção é do Centro Cultural Pró-Música

O Centro Cultural Pró-Música abre no dia 1° de junho inscrições para o 22º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga realizado em Juiz de Fora (MG) entre os dias 17 e 30 de julho. A organização receberá inscrições de cerca de 700 alunos para 48 cursos nas áreas de cordas, sopros, orquestras, vozes e didática da musicalização ministrados por 44 conceituados professores brasileiros e estrangeiros. O evento, que tem o maior departamento de música antiga do país, oferece cursos de trompa natural, traverso, viola da gamba, violino, violoncelo, cravo, além de canto barroco. Entre as opções também estão os instrumentos modernos e as oficinas para crianças, como a de prática de orquestras. A formação de professores tem espaço com o curso de didática da musicalização infantil.

Este ano, o Festival amplia seu conteúdo teórico com a realização de masterclass internacionais e palestras, ministradas por Paulo Bosísio, Homero Magalhães Filho, Luis Otávio Santos e Rodolfo Valverde. Para o público a novidade é o bate-papo sobre os concertos, toda noite, às 19h30. O professor Rodolfo Valverde fará comentários sobre as atrações e os programas dos concertos.

Na programação cultural, destaque para o alto nível de mais de 30 concertos vespertinos e noturnos, todos gratuitos, em teatros e nas ruas. Entre os pontos altos está a apresentação da Orquestra Barroca do Festival. Formada por músicos de consolidada carreira internacional, a orquestra faz mais um registro em CD da música barroca e colonial interpretada de forma historicamente correta. O grupo francês Doulce Mémoire tem participação confirmada. O Quinteto Villa-Lobos, o Quarteto Camargo Guarnieri, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e a Orquestra Ouro Preto também integram a programação. Entre os concertos temáticos, destaque para a execução da “A Arte da Fuga”, de J.S. Bach, pelos cravistas Marcelo Fagerlande e Ana Cecília Tavares, além da integral de “Pièces de clavenci em concert”, de J.P. Rameau, pelo trio formado por Luis Otávio Santos (violinista barroco), Sérgio Álvares (gambista) e Bruno Procópio (cravista).

As inscrições podem ser feitas pelo o site do Pró-Música (www.promusica.org.br) até a véspera do evento, dependendo da disponibilidade de vagas. Os cem primeiros inscritos têm direito a alojamento gratuito e os 150 primeiros recebem alimentação (almoço e jantar) sem custo. As inscrições podem ser feitas no site www.promusica.org.br. A taxa é de R$ 120, por curso em pagamento com cheque nominal ao Centro Cultural Pró-Música ou depósito no Banco do Brasil (agência 0024-8, conta 6745-8). No caso do depósito, o comprovante deve ser remetido junto com a ficha de inscrição por e-mail (promusica@terra.com.br) ou fax (32) 3216-4787.

O 22° Festival tem o patrocínio de Petrobras, UFJF, ArcelorMittal e Prefeitura de Juiz de Fora; apoio de Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Funalfa, Institut Français – Consulado Francês, Tribuna de Minas, Colégio dos Jesuítas, TV Panorama e Quilombo Comunicação.

Todas as informações, inclusive a ficha de inscrição, estão disponíveis no site www.promusica.org.br. Acompanhe o Festival e todas as atividades do Pró-Música no Twitter – @promusicajf

Assessoria Pró-Música (32) 3216-4787

Lilian Pace (32) 9112-5581

Fabiola Costa (32) 9982-2422

Grupo 14 Bis, mais de 30 anos de sucesso

O SONHO REAL DO 14 BIS

A influência dos Beatles sobre gerações de músicos em todo o mundo, principalmente sobre aqueles que foram seus contemporâneos, é indiscutível. Muitos foram os músicos que perceberam a riqueza de possibilidades da chamada música pop a partir do tratamento inovador – arranjos sofisticados, harmonias complexas e um vocal cuidadoso – dado às suas canções pelo grupo inglês.

Não foi diferente com os cinco rapazes do 14 BIS, que entre outras influências – brasileiríssimas por sinal – tiveram nos Beatles o fator decisivo para sua formação.
Mas as semelhanças terminam aí. Longe de recorrer ao recurso fácil e perigoso da simples clonagem, Flávio Venturini, Vermelho, Hely Rodrigues, Cláudio Venturini e Sérgio Magrão, partiram dos Beatles para compreender a música brasileira e buscar um som próprio, moderno, lírico e de qualidade. Conseguiram tanto que estão na estrada há quase vinte anos. Sobreviveram à saída do líder da banda, Flávio Venturini, em 87, sem perder o rumo. Uma bela Volta por cima. Diferentemente de inúmeros grupos de rock esquecidos na poeira da década de 80, o 14 BIS provou que veio para ficar.

A CÉLULA INICIAL

Quando Cláudio tinha nove anos e Flávio dezoito, em 1968, o tenente Castro Moreira, ou melhor, Vermelho – cujo cabelo cor de fogo não deixava dúvida sobre a razão de seu apelido- entra no cenário musical dos Venturini. O futuro tecladista, arranjador e compositor do 14 BIS conheceu Flávio , em fins de 68, quando ambos serviam juntos no CPOR, com a música e o piano como elementos de ligação de um companheirismo que atravessaria décadas. O embrião do 14 BIS já estava em formação.

Dona Dalila, mãe de Flávio e Cláudio, que sempre se dedicou ao ramo da hotelaria, além de ser grande incentivadora do talento musical da prole, alugou um quarto para o novo amigo de seu filho. Cláudio era ainda muito menino para ser aceito na roda dos rapazes, que se divertiam compondo para as namoradas – a primeira música que fizeram juntos se chamava Eliane-, cantando a duas vozes canções de Simon & Garfunkel, além dos Beatles, é claro. Em geral, compunham a música juntos e Vermelho escrevia a letra. A partir das suas participações em festivais, ainda em BH, conheceram outros letristas com quem também compuseram, como Murilo
Antunes e Márcio Borges.


Flávio e Cláudio Venturini

A primeira participação dos dois em festival aconteceu em 69, no Festival Estudantil da Canção de Belo-Horizonte, que abriu as portas para a convivência com aqueles jovens músicos – Beto Guedes, Lô Borges, Tavinho Moura, Toninho Horta, Túlio Mourão – que mais tarde vieram a fazer parte do Clube da Esquina, com certeza o mais importante movimento musical da história recente de Minas, com enorme repercussão na MPB. Mas foi no Festival Universitário, quando “Espaço Branco” (Flávio e Vermelho) tirou o segundo ligar defendida pelo grupo Terço – em sua primeira formação com Sérgio Hinds, Vinícius Cantuária e Jorge Amiden – que sentiram que o sonho poderia tornar-se realidade.

AS OPORTUNIDADES

A partir de 1970, Vermelho e Flávio começaram a se ausentar cada vez mais de Belo-Horizonte, rumo ao Rio e a São Paulo onde o mercado de trabalho ofereciam maiores oportunidades. Participaram juntos do primeiro disco de Beto Guedes, pela EMI Odeon.
Logo depois, Flávio Venturini é convidado para cantar com a dupla Sá & Guarabira em São Paulo. Muda-se de armas e bagagens.
Lá reencontra o grupo Terço e é convidado para entrar e fazer parte dele. Com Flávio, o Terço lança dois discos – Criaturas da Noite e Casa Encantada- ,ambos pela gravadora Copacabana. Já no primeiro disco o mineiro participava com várias composições que foram sucesso, consolidando a posição da banda como uma das mais importantes do país.
Mas o 14 BIS ainda demorou a chegar. Vermelho costumava frequentar os festivais de inverno que aconteciam em diversas cidades do interior de Minas e acolhiam estudantes e professores de música de todo o Brasil. Estava sempre em busca de novidades. Num desses festivais, conheceu o Bendegó, foi convidado a integrar o grupo, e passou a viajar pelo Brasil.

Nesse meio tempo, havia uma garagem que dava muito o que falar em Belo-Horizonte. Dona Dalila, mãe de Flávio e Cláudio, montou um pensionato feminino numa casa na Av. Pasteur, em cuja garagem aconteciam os ensaios da turma. A garagem, além de estúdio, servia de quarto Cláudio que já era um adolescente de 14 anos e não podia morar na casa principal para não desmoralizar o pensionato.
Apesar dos amigos músicos irem à garagem pela fissura de tocar, as meninas eram um atrativo a mais, uma platéia para ninguém botar defeito. Afinal eram 42 moças. Vermelho, Beto, Hely, Paulinho Carvalho, Zé Eduardo, Lô Borges, praticamente todos os músicos de BH passaram pela garagem. Foi quando Vermelho convidou o baterista Hely Rodrigues para tocar no Bendegó. Acompanharam Caetano Veloso em turnê, chegaram a gravar um disco do grupo e só saíram em 72.


Cláudio Venturini

Enquanto Hely e Vermelho estavam no Bendegó, Flávio fazia parte do Terço. A família encarava com certo ceticismo o interesse de Cláudio pela música. Imaginava tratar-se de um deslumbramento adolescente.

PREPARAR PARA A DECOLAGEM

Em 77, Flávio deixou o Terço. Logo em seguida, gravou A Página do Relâmpago Elétrico (EMI Odeon), primeiro disco de Beto Guedes.
A Página do Relâmpago ElétricO foi lançado no Teatro Ipanema, em janeiro de 78, em pleno verão carioca. Cláudio, que havia terminado o curso técnico em eletrônica e já estava no ITA cursando engenharia eletrônica, cada vez mais apaixonado por música, encontrou um caminho do meio para seus talentos: foi ser técnico som dos shows de Beto. Após o lançamento no Rio, seguiram em turnê pelo Brasil.
Impossibilitado de continuar freqüentando as aulas, Cláudio largou a faculdade. Beto, vermelho, Hely Rodrigues, Zé Eduardo e Flávio Venturini formavam a banda. Praticamente todos os futuros integrantes do 14 BIS estavam ali. Ficava faltando apenas Sérgio Magrão, o contrabaixista do grupo.

Flávio Venturini e Magrão se conheceram em São Paulo no Terço. Foram convidados por Sérgio Hinds para fazer parte da terceira formação do
grupo. Entre 77 e 79, já desligado do Terço, o baixista teve sua própria agência de propaganda, a Trâmite Publicidade , em sociedade com
o publicitário Daniel Haar. A empresa ficava numa casa em Perdizes, um bairro em São Paulo. O 14 BIS nasceu ali no pequeno estúdio que
mantinha para gravar os jingles das campanhas. Curioso o fato da maioria não estar tocando com ninguém. Desde quando Beto Guedes partiu
para a carreira solo, Vermelho e Cláudio estavam em São Paulo trabalhando em aluguel de equipamentos de som para shows, que eles próprios operavam. Flávio e Vermelho tinham participado no ano anterior das gravações do Clube da Esquina II, de Milton nascimento, incluindo alguns arranjos. Cláudio, no início de 79, acompanhou Lô Borges – com quem aliás começou – no seu disco Via Láctea, além de tocar nos shows do amigo.
Mas todos queriam dar um outro rumo às suas carreiras.

Flávio, Vermelho, Cláudio e Hely estavam planejando montar uma banda ainda sem nome. Precisavam de um contrabaixista e convidaram Magrão,
considerado um dos melhores músicos da década de 70. ” Quando escutei “perdidos em Abbey Road” e “pedra Menina” fiquei alucinado. Era tudo o
que eu queria, com vocal, harmonia e muita influência dos Beatles” – conta o única carioca do grupo.

A gravadora EMI-Odeon vinha sondando Flávio Venturini para gravar um disco solo, este propôs o trabalho da banda, ainda sem nome.
Depois de muito brainstorm , surgiu o nome 14 BIS que agradou a todos e batizou também o disco. Convidaram Milton Nascimento para produtor.
A estréia em disco, em 79, não podia ter melhor padrinho.


Magrão,Vermelho,Cláudio,Flávio e Hely

CONSTRUIDO O SUCESSO

O 14 BIS surge num momento em que o mercado carecia de bandas com um som jovem. Além dele, só havia A Cor do Som e o Roupa Nova.
As canções melódicas, originais, com vocais apuradíssimos e a interessante mistura de rock progressivo e a música regional repercutiram não só entre o público mas também na crítica, que recebeu favoravelmente o trabalho. Os cinco foram retratados em estilo barroco na capa do primeiro disco pelo pintor Pedro Algaza, que recebeu elogios de Caetano Veloso.

Em 80, Vermelho, Magro e Flávio foram morar no mesmo prédio em Jardim Botânico, bairro da zona-sul carioca. Hely e Cláudio preferiram fazer
ponte aérea Rio-BH, mas transformaram o Hotel Astória em segundo lar. Venderam 70 mil cópias do disco, o que para a época era considerada
uma performance excelente. ” Canção da América” e ” Natural” estouraram nas rádios. O grupo vivia nos mais importantes programas de televisão da
época: Globo de Ouro, Chacrinha, Bolinha, Angélica, além de muitos Fantásticos. Bancaram os atores na novela Coração Alado, da TV Globo,
na qual o personagem de Tarcísio Filho tinha um conjunto.


Hely,Flávio,Vermelho,Magrão e Cláudio

Uma das ambições do 14 BIS era se manter na vanguarda tecnológica dos grupos de rock do país. A preocupação com a qualidade do som sempre foi uma constante. Já em 82, foram aos EUA. Voltaram cem mil dólares mais pobres e com uma tonelada e meia de equipamentos de última geração.


14 Bis em Nova Iorque

Antes, em 80, já haviam lançado o segundo LP, o 14 BIS II, que trazia um clássico da década, “Caçador de mim”, de As e Sérgio Magro. Mais tarde
Simone e Milton Nascimento regravaram “Caçador de mim”. Os sucessos se multiplicavam. Cada disco tinha parada obrigatória, às vezes com duas ou mais músicas, na lista das mais executadas das rádios de todo o Brasil. Espelho das Águas (EMI/81) com ” A qualquer tempo”, ” Nos bailes da vida”
e ” Mesmo de brincadeira”; Além, Paraíso (EMI/82) com “Uma velha canção rock’n roll” e “Linda juventude”; Idade da Luz(EMI/83) – com parte da produção feita em Los Angeles – com “Todo azul do mar” e “Nave de prata”.

Com A Nave Vai (EMI/85), a preocupação em utilizar os melhores recursos tecnológicos à disposição no mercado redobrou. O esmero nos arranjos também.
Sentiram necessidade de trocar experiências com outros músicos. Convidaram o saxofonista Leo Gandelman para participar dos arranjos da
faixa “Só se for”, sucesso do disco Sete(EMI/87) contou com a participação de Renato Russo (”Mais uma vez”) e Kiko Zambianchi(”Templo”).

PONTO DE MUTAÇÃO

Ainda em 87, um acontecimento veio modificar o rumo do 14 BIS. Desde 82, Flávio Venturini vinha se equilibrando na corda banda para conciliar duas
agendas. Tentou ao máximo desenvolver sua carreira solo sem prejuízo da banda. Até ali tinha conseguido, mas as custas de um desgaste enorme.
Com a aprovação e o incentivo da banda, fizeram um último disco juntos ( 14 BIS ao Vivo/EMI/87), gravado ao vivo no Palácio das Artes,
em Belo-Horizonte, em pleno Natal, para fazer sua despedida em grande estilo. Vieram ônibus de fã-clubes do Brasil inteiro.
A saída de Flávio não alterou a agenda de mais de cem shows anuais da banda. O novo disco, Quatro por Quatro (EMI/93), demorou um pouco a chegar.
Quiseram dar-se esse tempo para maturar novas canções e buscar uma sonoridade que melhor expressasse a transição por que estavam passando.

Foram convidados pelo produtor Mariozinho Rocha para entrar na trilha da novela Pedra sobre Pedra, da TV Globo, com “Dona de mim” (Moacyr Luz e Aldir Blanc). Qualquer dúvida a respeito da capacidade de sobrevivência do grupo sem Flávio Venturini foi dissipada com a enorme repercussão de “Dona de mim”. Não precisavam provar mais nada a ninguém!

Cláudio, Hely, Vermelho e Magrão ainda tiveram que passar por uma nova transição. Saíram da EMI após quase 15 anos de trabalho, o mesmo tempo que tinham de carreira. Não se abateram. Logo arregaçaram as mangas e em 95 lançaram o CD Siga o Sol, já pela gravadora Velas.
Tiveram carta branca e gravaram em Nova York, onde permaneceram um mês, com o produtor Mairton Bahia, o mesmo de João Gilberto e Legião Urbana.

NOVOS RUMOS

Uma nova experiência os aguardava entre 97 e 98. Foram contratados juntamente com o grupo vocal Boca Livre para fazer shows no interior de São Paulo.
O encontro foi um êxito junto ao público, um verdadeiro achado. Desde então, os dois grupos separaram parte da agenda para um trabalho em conjunto. Além da experiência musical muito rica e dos muitos pontos em comum, os rapazes se divertem demais com o encontro e o público só tem a ganhar.

Em 1999 o 14 BIS se envolve num novo projeto ainda mais instigante. Para quem se habituou a ouvi-los envoltos em sofisticadas
parafernálias tecnológicas, como é de se esperar, aliás, em qualquer banda de rock, vai ser uma surpresa. Foi lançado o acústico do 14 BIS com participações especiais de Flávio Venturini, Beto Guedes, Lô Borges, Milton Nascimento e do Boca Livre. Em 99, o público já conta com o novo CD, que vem com dez regravações e quatro inéditas.

Em 2001 os shows realizados com o Boca Livre transformou-se em um cd gravado ao vivo no ATL Hall, Rio de Janeiro.

Em 2004 lança um cd de músicas inéditas, Outros Planos.

Os rapazes do 14 BIS encararam cada trabalho como uma oportunidade de renovação.
Qual o segredo? Tudo tem sabor de primeira vez. Dos beatles, ídolos de sua juventude e influência maior, fazem questão de manter uma diferença:
para eles o começo foi um sonho, um sonho real que não tem mais fim.

Stella T. Caymmi

Fonte: www.14bis.com.br (Website oficial)

Carta Mineira

Recebemos esta carta, vale a pena ler pela criatividade do autor.

Prezado amigo TEÓFILO OTONI.
Nesta VIÇOSA manhã de primavera, de onde se contempla um BELO HORIZONTE, um CAMPO BELO e MONTES CLAROS, e, ainda, neste ambiente FORMOSO de nossa terra, quando se pode contemplar também, pela madrugada, a ESTRELA DALVA e MONTE SANTO DE MINAS, escrevo-lhe para colocá-lo a par dos últimos acontecimentos.
No âmbito familiar, a nossa prima LEOPOLDINA, ESPERA FELIZ dar a LUZ a seu primeiro filho que, se for homem, se chamará ASTOLFO DUTRA e JANUÁRIA, se mulher. Para cuidar do rebento, ela contará com abnegação da sua governantaMOEMA. Mas, enquanto ela aguarda seu bebê, lava roupa tranqüilamente nas BICAS existentes em um RIO NOVO, afluente do RIO ACIMA, que passa pelas terras de DONA EUZÉBIA, naquele LARANJAL, perto da CAPELA NOVA, onde, na hora doRECREIO, a meninada sobe na PONTE NOVA, para pescar LAMBARI e PIAU e soltar PAPAGAIOS.
A prima NATÉRCIA comprou uma casa na rua ANTONIO DIAS, perto da casa do ANTÔNIO CARLOS. Você já sabia? Orou a Jesus de NAZARENO em agradecimento, ajoelhada aos pés da SANTA CRUZ DO ESCALVADO no alto do MONTE SIÃO, que fica lá para as bandas da GALILEIA, às margens do MAR DE ESPANHA.
Lembra-se daquelas pedras da tia MARIA DA CRUZ que você queria comprar? Ela resolveu vendê-las, menos a PEDRA AZUL, porque ela diz ser a mais bonita e valiosa.
Quanto aos aspectos sociais e religiosos, temos novidades.
Na próxima semana, o CÔNEGO MARINHO, da diocese de VOLTA GRANDE, vai fazer a Festa de SÃO TOMAS DE AQUINO.Se você quiser aparecer será um grande prazer. A nossa prima VIRGINIA é quem será a responsável pelo evento. Vai ter missa celebrada pelo reverendo local, CÔNEGO JOÃO PIO, em honra ao Santíssimo SACRAMENTO. De manhã, o bispoDOM SILVÉRIO irá crismar as crianças. Depois haverá um show com o Agnaldo TIMOTEO e também com as TRÊS MARIAS. Em seguida, a Banda Musical SANTA BÁRBARA, sob a regência do maestro BUENO BRANDÃO, executará o GUARANI, de Carlos Gomes. Depois o Barão de COROMANDEL fará a saudação ao aniversariante. A festa era para ser no mês que vem, mas todas as datas do cantor estavam preenchidas. As primas SERICITA e AZURITA vão fazer a comida. Como prato principal teremos PERDIGÃO e PERDIZES à milanesa e PATOS DE MINAS ao molho pardo. De sobremesa teremos compota de MANGA, tendo sido escolhida a UBÁ, por ser mais saborosa, pêssego em CALDAS e, ainda, licor de PEQUI.
À noite, haverá um baile no OLIVEIRA Country Clube, ao som da orquestra do maestro MATIPÓ, tendo como principais solistas os renomados músicos IBIRACI ao saxofone e NEPOMUCENO ao trompete. Será uma boa ocasião para os convidados exercitarem os seus PASSOS ao ritmo de boleros e rumbas.
Mudando de assunto, na fazenda, fizemos algumas reformas.
O CURRAL DE DENTRO estava com o telhado estragado, com problemas no madeirame e tivemos que trocar as vigas. Desta vez colocamos CANDEIAS, por ser madeira de muita durabilidade, todas compradas do CORONEL XAVIER CHAVES. Com a sobra da madeira ainda reformei a PORTEIRINHA que dá entrada para o quintal. Estou também reformando aCAPELINHA de SENHORA DE OLIVEIRA, para comemorar o aniversário de LIMA DUARTE. Na festa estarão presentes oCORONEL MURTA, o PRESIDENTE WENCESLAU, o JOÃO MONLEVADE, o CORONEL FABRICIANO, o CAPITÃO ENÉAS, oBARÃO DE COCAIS, o Barão de BARBACENA, e várias outras personalidades. Dizem que até o TIRADENTES pretende comparecer. Mas ele ficou meio aborrecido, porque queria que a festa fosse em SÃO JOÃO DEL REI. Só não poderá comparecer o VISCONDE DO RIO BRANCO porque ele está em CAMPANHA política. Iremos cobrar um valor simbólico como entrada, para reverter em benefício dos desabrigados da chuva, mas apenas uma MOEDA de PRATA.
Vou lhe dar outra grande notícia.
Perto do ENGENHO NOVO, naqueles barrancos cheios de FORMIGA, um empregado nosso descobriu MINAS NOVAS deOURO BRANCO, OURO PRETO, ESMERALDAS e TOPAZIO, portanto será uma NOVA ERA e uma BOA ESPERANÇA para todos nós. Infelizmente, por causa dessa riqueza, a violência já começou a aparecer na região. Um homem de TRÊS CORAÇÕES foi morto por um garimpeiro, usando uma faca de TRÊS PONTAS, porque ele havia descoberto uma enormeTURMALINA e também uma pedra de RUBIM, de menor tamanho, mas muito valiosa.
Na área do desenvolvimento, a dona CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO, proprietária da usina açucareira de URUCÂNIA, quer aumentar a fábrica e incrementar a produção de açúcar, mas para isso precisará de mais energia elétrica. Assim, tem um projeto de construir uma usina hidroelétrica aproveitando as quedas dágua da CACHOEIRA DO CAMPO, formada pelo rioPIRANGA, mas o senhor RESENDE COSTA, que é o chefe do IBAMA na região, quer embargar a obra, alegando impacto ambiental.
Falarei agora da nossa justiça.
Chegou um JUIZ DE FORA, chamado EWBANK DA CÂMARA, para ocupar o lugar de BIAS FORTES, que terminou o seu mandato. Mas o CONSELHEIRO LAFAYETE, acompanhado de RAUL SOARES, pediu ao GOVERNADOR VALADARES para interceder junto ao PRESIDENTE BERNARDES para efetivar naquele cargo o SENADOR FIRMINO, que muito fez por nós. Ele foi DESCOBERTO ainda novo, tanto que sequer usava sapatos, usava ALPERCATAS, quando estava na companhia doCORONEL PACHECO, na famosa LAGOA DA PRATA, depois daquela GOIABEIRA e daquela árvore de JANAÚBA da fazendaPOUSO ALEGRE, onde tem aquela VARGINHA, às margens do RIBEIRÃO VERMELHO.
Ele se tornou um homem sério e honesto, sendo de muito valor para a nossa causa.
Quanto à lagoa a que me referi, dizem que ela contém ÁGUA BOA, tanto que o Aleijadinho teria se curado dos seus males tomando banho nela, por isso passou a ser chamada de LAGOA SANTA. Dizem que um cego também lavou os olhos naquelas águas e voltou a enxergar, mas ele atribuiu esse milagre a SANTA LUZIA.
Outro dia encontrei o BETIM, a MARIA DA FÉ e a ALMENARA nadando nas ÁGUAS FORMOSAS da LAGOA DOURADA, e lhe mandaram lembranças. A lagoa fica nas terras de PEDRO LEOPOLDO, onde ainda tem mais SETE LAGOAS.
Avisam que estarão viajando para ALÉM PARAÍBA no próximo feriado de SANTOS DUMONT.
Também lhe mandam um grande abraço o DIOGO VASCONCELOS e o JACINTO.
Agora, vou lhe contar as fofocas.
O FRANCISCO SÁ teve um desentendimento com o JOÃO PINHEIRO por causa daquela LAJINHA que faz o SALTO DA DIVISA das terras dos dois fazendeiros com as terras da MARIANA, às margens do Rio PARACATU, porque dizem que ali tem muita MALACACHETA.
A coisa andou quente. Um deles, não sei qual, queria agredir o outro com um MACHADO. Ainda bem que o coronelMATEUS LEME chegou na hora e evitou o PATROCÍNIO de uma morte desnecessária, e, ainda, promoveu uma NOVA UNIÃO dos dois.
Os índios AIMORÉS tentaram invadir a reserva dos índios MAXACALIS, armados de ARCOS e flechas, por causa daquela reserva de JEQUITIBÁ existente no PÂNTANO DE SANTA CRUZ, mas, felizmente, foram contidos pelas tropas da PolíciaFLORESTAL comandadas pelo MAJOR EZEQUIEL, evitando um massacre sem precedentes. Os presos foram levados para o QUARTEL GERAL.
E tem mais.
O ELOI MENDES me contou, confidencialmente, que o Dr. CARLOS CHAGAS está de caso com a CONCEIÇÃO DAS ALAGOAS. A CÁSSIA, que é muito linguaruda, contou para a mulher dele, dona CRISTINA, que, imediatamente queria a separação e iria mudar-se para DIAMANTINA. Mas a dona MERCÊS, que é muito benquista por todos, conseguiu convencê-la a não tomar essa medida EXTREMA, e lhe propôs que aguardasse a chegada do seu primo, MARTINHO CAMPOS, que é um homem de mãos de FERROS, para ouvir o seu conselho. Ele achou que seria uma missão muito ESPINOSA, mas, ainda assim, aceitou o desafio. Sendo ele também um homem ponderado, sugeriu ao marido que pedisse PERDÕES à sua esposa, na presença do PADRE PARAÍSO, e assim foi feito e tudo teve um BONFIM.
Depois desta CONTAGEM dos fatos, damos graças a SENHORA DOS REMÉDIOS, SANTO ANTÔNIO DO AMPARO, SANTO ANTÔNIO DO GRAMA e SÃO TIAGO, que têm sempre protegido a nossa família, para que nossas lutas tenham sempre umBOM SUCESSO.

Terminando, receba um forte abraço do seu primo, MATIAS BARBOSA.

Copa 2014: Obras do Mineirão continuam

Começaram nesta semana nas obras de modernização do estádio Governador Magalhães Pinto, Mineirão, o trabalho de perfuração, na área interna, para sustentação da nova arquibancada e, na área externa, para construção da esplanada.

As escavações podem variar de 4 a 12 m de profundidade, uma vez que o Mineirão está situado em um terreno inclinado. Ao todo serão 1.600 tubulões, como são chamadas estas fundações. Setecentos deles serão feitos de forma mecanizada com uso de nove perfuratrizes, e outros novecentos terão de ser escavados manualmente. Após a perfuração, os tubulões são preenchidos com aço e concreto, formando pilares bastante rígidos que sustentarão a nova estrutura.

“Como o Mineirão é um prédio tombado e nós estamos fazendo uma reforma, precisamos ter muito cuidado com a estrutura existente, por isso uma parte desse serviço terá que ser feita manualmente cumprindo todas as normas de segurança”, afirma Ricardo Barra, presidente da Minas Arena S.A., sociedade formada pelas empresas Construcap S.A. Indústria e Comércio, Egesa Engenharia S.A. e Hap Engenharia Ltda.

Para a perfuração manual foram contratados 100 operários, os quais trabalharão em duplas. Estas duplas trabalharão em regime de revezamento, sendo supervisionadas por profissionais com mais experiência que fazem periodicamente uma verificação das condições de segurança no local de cada fundação.

Na construção civil, esse trabalho requer alguns cuidados. Por isso, na obra do Mineirão, a primeira providência foi treinar todos os operários envolvidos nestes serviços. Ao ser contratado para esse serviço, o operário passa por um treinamento de dezesseis horas no qual recebem instruções de primeiro socorros e algumas orientações técnicas sobre a atividade. Já a capacitação do supervisor da atividade, são 40 horas que incluem até técnicas de salvamento.

“Uma das exigências do contrato assinado entre Governo de Minas e Minas Arena é que todas as normas de segurança sejam cumpridas integralmente e ficamos satisfeitos ao conferirmos que isso de fato está sendo executado”, esclarece Sergio Barroso, Secretário Extraordinário da Copa do Mundo.

A previsão é de que esse trabalho seja concluído no segundo semestre.

Etapas da obra

3ª etapa – O início da terceira etapa foi marcado pela assinatura do contrato em 21 de dezembro de 2010, entre Governo de Minas e o consórcio Minas Arena. As obras, que começaram em 3 de janeiro de 2011 e devem terminar em 31 dezembro de 2012, são as mais importantes. O custo previsto é de R$ 654 milhões. Nessa fase será feita toda a adequação final do Mineirão aos padrões exigidos pela Fifa, garantindo mais segurança, visibilidade e conforto ao torcedor e melhores condições de trabalho para os profissionais que atuam no estádio em eventos esportivos e não esportivos.

Serão feitas adaptações para melhorar a visibilidade da arquibancada, a cobertura adicional e a esplanada no entorno do Mineirão, onde funcionarão o estacionamento coberto e área de serviço, com a abertura de lojas e restaurantes. Nessa fase, também será construída a passarela ligando o Mineirão ao Mineirinho, arena que será usada como centro de apoio às atividades da Copa.

2ª etapa – Na segunda etapa de obras, foram demolidas parte da arquibancada inferior e da geral do estádio, e o gramado foi rebaixado em 3,4 metros. Com início em 26 de junho e término em dezembro de 2010, as obras foram realizadas pela Detronic Desmontes e Terraplanagem S/A, com recursos de cerca de R$ 3,5 milhões do governo estadual.

1ª etapa – Nesta etapa, que durou de 25 de janeiro a junho de 2010, foram feitos reparos estruturais das vigas de sustentação do Mineirão (realizada com o estádio ainda aberto para atividades). O custo foi de R$ 8,2 milhões pagos com recursos do Governo de Minas Gerais.

Projeto do Mineirão para a Copa 2014 (Worldcup 2014)

Worldcup 2014

Indústria Mineira volta a crescer em janeiro e supera média brasileira

A produção industrial de Minas Gerais cresceu 3,1% em janeiro deste ano em relação ao mesmo mês de 2010. Ela superou o resultado registrado pela média do país, que atingiu 2,5% na mesma base de comparação. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado dos últimos 12 meses, a produção industrial no Estado cresceu 13,2% e mais uma vez foi superior à média brasileira, de 9,4%. De acordo com o IBGE, Minas Gerais se destacou no país juntamente com os estados do Espírito Santo (19,4%), Goiás (15,5%), Paraná (14,8%) e Amazonas (13,8%).

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, os números do IBGE confirmam a expansão da economia do Estado, que também tem se destacado no aumento da geração de empregos e volume de exportações.

“Os resultados registrados pela indústria demonstram que Minas Gerais está cumprindo o compromisso firmado pelo governador Antonio Anastasia de crescer acima da média nacional. O desempenho é bastante favorável e demonstra a capacidade da recuperação da economia mineira após a crise financeira internacional”, disse Dorothea Werneck.

Na comparação entre janeiro de 2011 e dezembro de 2010, as indústrias do Espírito Santo lideraram o crescimento da produção (9,4%). Outros seis estados, entre os 14 pesquisados, também registraram crescimento.

Fonte: Agência Minas